terça-feira, 20 de março de 2012

Palavra do Presidente da JUBACAM, Pr. Antônio Marcos Gastardelo Bueno
Olá Juventude do Mato Grosso!

Está chegando o CONJUBACAM 2012, Deus está preparando um lugar para você ser grandemente abençoado e capacitado a influenciar nossa juventude.
Queremos agradecer a Deus por tudo o que Ele tem nos proporcionado nesse período, já fechamos com o nosso preletor o Pr. Hermes F. Júnior de Itapuã/BA, e também com a Banda Disco Praise que estará fazendo a abertuda do evento. Agradecemos também ao nosso Senhor por todas as pessoas, um verdadeiro exército, que tem nos ajudado muito com esse projeto, entre eles o Pr. Samuel Lopes diretor executivo da CBCA, o Pr. Paulo de Tarso da PIB de Lucas do Rio Verde, Pr. Edimael da PIB de Tangará da Serra e aos membros do Conselho e Diretoria da JUBACAM.
Queremos com imensa felicidade e satisfação divulgar com 6 meses de antecedência a Divisa, Tema, Data, Orador, Valores e Local do CONJUBACAM 2012.

Data: 7 a 9 de Setembro
Local: Lucas do Rio Verde
Orador: Pr. Hermes F. Júnior - PIB de Itapuã, Bahia
Banda: Disco Praise de Brasília
Inscrições: até o dia 15 de agosto será R$ 50,00, após essa data será R$ 80,00. As incrições poderão ser feitas na 32ª Assembleia da CBCA nos dias 13 a 15 de Abril em Cáceres no Stand da JUBACAM, ou pela internet, para acessar o link entre no blog da JUBACAM: juventudebatistamt.blogspot.com.br (ainda será colocado).


Que esse congresso seja uma bênção em sua vida.
Ajude a divulgar enviando esse e-mail para seus contatos, compartilhe os layout do Facebook da JUBACAM, ou pelo twitter @_jubacam.

Graça e Paz de Cristo Jesus!

Contato JUBACAM:
Presidente: Pr. Antônio Marcos Gastardelo Bueno = (66) 9914-1401
1º Sec.: Allison Santana Loiola = (65) 9922-7189
2ª Sec.: Sara Santiago = (65) 9963-0034

E-MAIL: juventudebatistamt@gmail.com

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

DEÍSMO MORALISTA TERAPÊUTICO

          A expressão “deísmo moralista terapêutico” foi criada pelo sociólogo Christian Smith para designar a compreensão de Deus nutrida pelos jovens norte-americanos. Ele pesquisou durante cinco anos a visão religiosa dos adolescentes dos Estados Unidos, e publicou suas conclusões no livro Soul searching: the religious and spirituals lives of american teenagers (Oxford University Press).  Ele mostra como esta visão está  distante do ensino bíblico. Algumas de suas conclusões estão em português,  nos livros Cristianismo sem Cristo – o evangelho alternativo da igreja atual, de Michael Horton (Editora Cultura Cristã) e Deuses falsos,  de Timothy Keller (Thomas Nelson). Examinando-as, o leitor verificará que em nada diferem dos adolescentes brasileiros, nem dos crentes em geral. Lendo estas obras constatei que o credo evangélico brasileiro é, sem sombras de dúvida, o deísmo moralista terapêutico.

O deísmo moralismo terapêutico  pode ser definido como “Uma crença em que Deus abençoa e leva para o céu as pessoas boas e sinceras que tentam viver uma vida decente aqui na terra (o moralismo). A coisa mais importante da vida é se sentir bem, estar em paz consigo mesmo, e ser feliz (o terapêutico). Deus não precisa estar envolvido em nossa vida, ou seja, não é um Deus pessoal. A não ser nos momentos de aperto, quando ele se aproxima e nos socorre (o deísmo)”.

Horton fez uma boa descrição dos seus pontos:
1. Deus criou o mundo.
2. Deus quer que sejamos bons, educados e justos uns com os outros, como todas as religiões ensinam.
3. O objetivo central da vida é estar em paz consigo mesmo.
4. Deus não precisa estar envolvido com ninguém, exceto quando a situação for muito aflitiva.
5. Todas as pessoas boas vão para o céu.

Sintetizando: Deus é uma força criadora, uma energia. Devemos ser bons. A felicidade é o bem supremo da vida. Não precisamos procurar por Deus, a não ser quando a coisa fica feia. E a salvação é universal. É uma religião humanista em que o Transcendente não é tão relevante assim. O fiel olha para baixo, ao invés de olhar para cima. Olha para dentro, ao invés de olhar para fora. A preocupação é consigo mesmo, e não com o mundo. A ética é calcada sobre si, pois a decência na vida é para se sentir bem, em paz, não por amor ao próximo ou como um ato de culto a Deus. É uma barganha, nada mais.

Isto não é exclusivo dos jovens americanos ou brasileiros. Parece ser a pregação nas igrejas evangélicas, que baniram o pecado, a necessidade de expiação, a morte vicária de Cristo e a condenação para os que o rejeitam. E onde o Transcendente é apenas uma Força que pode ser manipulada em benefício do fiel. Num mundo egoísta, em que as pessoas querem apenas satisfazer suas carências e vêem Deus como o grande quebrador de galhos, que vai enriquecê-las e resolver todos os seus problemas, esta mensagem encontra grande aceitação. Deus existe para seu benefício e satisfação pessoal. Há igrejas que estão há anos sem ouvir um sermão sobre a obra vicária de Cristo, a chamada ao arrependimento e abandono do pecado. A mensagem parece ser esta: você tem direitos, deve exigi-los, e se souber exigir segundo aquela igreja ensina, será abençoado. Mesmo que viva em pecado. Aliás, pecado caiu em desuso. O único pecado é a falta de amor. Um livro bem interessante sobre este tema é de um teólogo católico, Moser: O pecado ainda existe? (Edições Paulinas). Parece que não. Existe apenas a necessidade dos clientes a serem satisfeitos na igreja. A pregação de hoje parece mais focada na terapia (como Deus pode tornar alguém feliz) do que nas exigências de Deus. As necessidades do cliente são mais fortes que a proclamação da santidade de Deus. Oferece-se graça (geralmente ligada à saúde,  bens materiais e resolução de conflitos familiares), mas omite-se a santidade de Deus. Quando você ouviu (ou pregou) pela última vez, um sermão falando da santidade de Deus e do pecado humano?

Há pregadores mais interessados em fidelizar clientes, dizendo-lhes o que querem ouvir do que proclamar os atos de Deus em Cristo, dizendo o que Deus quer ouvir. Prova disso são as faixas de campanhas de igreja, que relaciono a seguir (faixas reais, que vi): “Venha buscar sua bênção!”,  “Uma bênção a cada culto!”, “Nós temos uma bênção para você!”, “Você nasceu para vencer!”, “Aprenda a vencer o Devorador”, “Venha recuperar o que é seu”, “Aqui, a bênção é maior!”. E, por incrível que pareça, esta (não vi, mas me disseram): “Aqui, o seu dízimo é apenas 7%” (e há gente pedindo 30%!). Há pregadores que colocam o foco em si. Sua mensagem glorifica seu ministério. Antigamente os crentes oravam dizendo: “Esconde teu servo atrás da cruz de Cristo”. Hoje há quem esconda a cruz de Cristo atrás de si. Como disse um membro de igreja: “O tema predileto de nosso pastor é ele mesmo”.  Com este tipo de pregação personalista, massageadora do ego, lisonjeira ao pecador, não é se de admirar que o deísmo moralista terapêutico esteja em expansão. É o credo oculto de muitas igrejas. Mas bem explícito nas pregações.

Preocupa-me ver que as igrejas hoje estejam caminhando para o ecologismo, num discurso politicamente correto, mais interessadas em mostrar sintonia com os novos tempos, do que se prender aos velhos tempos. Igreja tem função mais importante que falar de ecologia e ensinar coleta seletiva de lixo. Ela é pregoeira dos atos de Deus em Cristo. Ela deve dizer como Paulo: “Porquanto decidi nada saber entre vós, a não ser Jesus Cristo, e este crucificado“ (1Co 2.2). Sua missão é mais ampla e mais profunda que dizer aos homens que devem bons e amigáveis. Ela deve dizer: “Assim, vos suplicamos em nome de Cristo que vos reconcilieis com Deus” (2Co 5.20). A igreja deve pregar o evangelho e pregar o evangelho não é fazer saraus musicais ou shows gospéis. É dizer que o homem é pecador, que necessita se arrepender de seus pecados e crer em Jesus Cristo, que ele voltará em poder e glória e julgará o mundo. No deísmo moralista terapêutico, nossa função é apenas cuidar do mundo que a Força Cósmica produziu.

O deísmo moralista terapêutico tem avançado porque igrejas e pregadores têm negligenciado a pregação autêntica. As igrejas não devem se preocupar em serem “igrejas amigáveis”, mas sim de serem igrejas leais à essência do evangelho. E esta ainda é a mesma: “… Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras” (1Co 15.3-4) e “… a trombeta soará… “(1Co 15.52).

Deísmo moralista terapêutico é a perversão do evangelho. É um evangelho humano, de gente que se serve do evangelho, mas não prega a verdade bíblica. É uma infelicidade para a igreja porque a enche de pessoas que sequer sabem o que é seguir a Cristo, mas que se julgam cristãs. Imunizam-se contra o verdadeiro evangelho. Deus cobrará desses pregadores e dessas igrejas o desvio que fizeram.

O evangelho que Jesus revelou é “Cristo crucificado, poder de Deus para salvação de todo aquele que crê. O evangelho do deísmo moralista terapêutico é a negação de Jesus. É anátema. Que seja recusado. Está na hora das igrejas e dos pregadores voltarem à Bíblia, e mais particularmente, ao Novo Testamento.

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho